sábado, 6 de dezembro de 2008

O GRANDE MUNICÍPIO DE BATURITÉ

No recenseamento geral de 1920, o município de Baturité tinha 08 Distritos:
Baturité (cidade), Guaramiranga (criado em 10/10/1868 ) Pernambuquinho (criado em 04/06/1878) Caio Prado (ex Cangati, criado em 02/08/1890), Castro (hoje Itapiúna, criado em 10/03/1892), Riachão (hoje Capistrano, criado em 27/03/1896), Candeia (criado em 20/01/1897) e Putiú (hoje bairro).

Em 1931 Castro passou a denominar Itaúna.

Em 1933 Guaramiranga e Pernambuquinho foram anexados a Pacoti e o Putiú foi anexado ao distrito sede de Baturité.

Em 1938 Riachão passou a denominar Capistrano e Candeia foi anexado ao distrito sede de Baturité.

Em 1943 Itaúna passou a denominar Itapiúna.

Em 1951 o Distrito de Capistrano foi elevado a categoria de município.

Em 1957 os distritos de Itapíuna e Caio Prado foram desmembrados e passaram a formar o município de Itapíuna.

A partir de 1957 Baturité só tinha o distrito sede.

Em 1995 foram criados os distritos de Boa Vista e São Sebastião.

HISTÓRIA DE BATURITÉ

BATURITÉ

Palavra originária do Tupi que significa Serra Verdadeira ou Serra Por Excelência. Cidade originária de uma aldeia dos Indios Jenipapos e Canindés, chamada Aldeia Comum, que se situava às margens do Rio Aracoiaba, na na falda da Serra de Baturité. Município depositário de tradições culturais de múltiplas vertentes.


1680 - DESBRAVAMENTO E OCUPAÇÃO


As tentativas de desbravamento e ocupação do Baturité tiveram início em 1680 com a expedição de Estevão Velho de Moura, mas só tiveram sucesso a partir de 1700 com a fixação dos primeiros sesmeiros, destacando-se o tenente Coronel Manuel Duarte da cruz em 1718 e o Tenente Amaro Rodrigues Moreira em 1734, ambos foram considerados os primeiros habitantes brancos da região.


1762 – A MISSÃO DA PALMA

Na Aldeia "comum", os índios veneravam, numa igrejinha de taipa, a pequena imagem de Nossa Senhora da Palma, de sua devoção, trazida de Quixadá. Ali foram eles ocasionalmente assistidos por missionários, mas nunca de maneira permanente, até à instalação da frequesia em 1762. Era então chamada de "Missão da Palma". Compreendendo a antiga Missão da Palma dos índios Jenipapos e Canindés, aldeiados no sítio "Comum" (hoje Tijuca), nas faldas da Serra de Baturité, rebeira do Aracoiaba, foi a freguesia criada pelo Alvará de 08 de maio de 1758, mas só instalada a 19 de junho de 1762, sendo seu primeiro Vigário o Pe. Patrício Joaquim. Desmembrada de Aquiraz recebeu a invocação de Nossa Senhora da Palma que já era padroeira da Missão, desde os seus primórdios.


1764 - FUNDAÇÃO DA VILA REAL DE MONTE- MOR


No dia 14 de abril de 1764 o Ouvidor na presença de todos os moradores (9 brancos e cerca de 400 índios entre homens, mulheres, velhos e crianças) mandou levantar o Pelourinho e aclamou a nova Vila que denominou Vila Real de Monte-Mor, o Novo D`América, declarando que a sua Padroeira ficava sendo a Mãe Santissima Nossa Senhora da Palma e o Padroeiro o Senhor João Nepomuceno e que a ambos todos deveriam reconhecer e festejar.



1830 - MUDANÇA DO NOME DA VILA


Por Ato Provincial de 17 de junho de 1830, foi adotado oficialmente o nome de Baturité em substituição ao de Monte-Mor o Novo D`América que caira em desuso, sendo que a denominação mais comum era a de Vila dos Índios.



1841 - A COMARCA


Pela Lei Provincial Nº 226, de 09 de abril de 1841, foi criada a Comarca com sede na Vila Real de Monte-Mor e Jurisdição sobre todo o Município de Baturité, desde Canindé até Redenção. O primeiro Juiz de Direito nomeado foi o Dr. Miguel Joaquim Aires do Nascimento


A CIDADE

Em 9 de agosto de 1858, pela Lei Provincial Nº 844, foi a Vila de Baturité elevada a categoria de Cidade. A Câmara Municipal acumulava então as funções legislativas e executivas e era composta de um Presidente, três Vereadores, um Procurador e um Escrivão. À época da elevação da Vila à categoria de Cidade, as autoridades eram: Presidente da Câmara Pedro José Pereira Castelo Branco; Procurador Venâncio Gomes de Melo; Vigário Padre Ernesto José Cavalcante; Juiz Dr. Antonio Benício Saraiva Leão Castelo Branco; Promotor Dr. Leandro da Silva Freire.

HINO DE BATURITÉ

Letra: Geraldo José Campos
Música: Frei Wilson Fernandes


Ao sopé de elegantes montanhas
Uma linda cidade brotou
Adornada de graças tamanhas
Que o céu encantado abraçou!

ESTRIBILHO

Monte-mor, Baturité
Tua fé se fez memória
O teu povo te bendiz
E é feliz, por tua história!

Numa “Aldeia Comum” protegidos
Jenipapos e irmãos Canindés,
Habitavam tranqüilos e unidos,
Como as águas do rio a seus pés!

Portugueses heróis na aventura
Deste imenso País desbravar,
Nos trouxeram com sua cultura
A saudade sem fim de além-mar!

Decantados em belos poemas
Homens fortes, altivos, de cor
Ensinaram, quebrando as algemas
Que não há liberdade sem dor!

Hoje, somos herdeiros da alma
E das terras de nossos avós
Onde Nossa Senhora da Palma
Pede as bênçãos de Deus sobre nós.